segunda-feira, 20 de julho de 2009

Informática na Educação

O acelerado desenvolvimento tecnológico tem provocado alterações no mundo contemporâneo, na mesma velocidade o que, conseqüentemente, afeta os modos de aprendizagem. Grande parte desta evolução pode ser creditada ao surgimento da internet, que alterou, se forma significativa, a maneira como são obtidas as informações e os novos conhecimentos, surgindo daí a chamada "Sociedade da Informação", ou ainda "Comunidade Virtual".

Considerando a necessidade de a escola estar inserida no mundo globalizado e de oportunizar condições para que os alunos utilizem os recursos disponíveis para uma aprendizagem mais significativa, faz-se imprescindível uma reflexão acerca do novo papel que dela é exigido frente aos conhecimentos, a fim de se adequar diante da Sociedade da Informação. Como é impossível ocultar a presença da Internet, é fundamental que sua utilização seja incorporada ao novo paradigma educacional.

Para evitar que seja mesmo apenas um modismo, para os alunos, ao implantar a informática a escola precisa primeiro definir qual a linha conceitual que irá seguir, a fim de que se verifique as reais possibilidades da informática e seus desafios para que, através da superação desses, se atinja um ensino de qualidade. Desta forma, a Informática Educacional pode ser implementada na escola de acordo com duas concepções: instrucionista e construcionista.

Na concepção instrucionista a informática é utilizada como forma de preparar o aluno para o uso dos recursos do computador. Como não se preocupa com o ensino-aprendizagem, as aulas não precisam ser ministradas pelo professor, acontecendo dentro de um laboratório, à parte do que é trabalhado em sala de aula. Já na abordagem Construcionista, o computador, a partir desta abordagem, passa a ser utilizado como um instrumento que permite aos alunos buscarem suas próprias informações a fim de confrontá-las com as obtidas por seus pares.

Sabemos que a questão da crise dos paradigmas em educação é conseqüência das mudanças em vários campos, envolvendo dimensões históricas, sociais e epistemológicas, e não podemos desconsiderar o fato de que a escola está inserida em uma sociedade. Todas as mudanças, "refletem-se no cotidiano da escola" (Resende, 1995, p.63), onde a mudança de paradigmas está relacionada aos conceitos de aprendizagem e de conhecimento, determinando a forma em que a educação se estrutura.

Atualmente, passamos pela terceira Revolução Industrial, a revolução da microeletrônica e da informática. Nela, o mundo do trabalho se sustenta na criação, processamento e transmissão da informação. A globalização exige restruturação na articulação das formas de produção e de trabalho para que as empresas possam se integrar na competitividade do mercado mundial.

Fontes:
http://www.folhadecontagem.com.br/site/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=441

http://www.ufpe.br/daepe/n4_3.htm

Um comentário:

Fabiano Gadelha disse...

Com a tecnologia cada vez mais fazendo parte do nosso cotidiano, seria difícil não pensar que ela não teria participação no processo educativo. Cada vez mais vemos escolas criando laboratórios de informática, incluindo disciplinas de informática básica na grade de disciplinas escolares. Para muitos, o conhecimento em informática tem sido um grande ferramenta de aprendizado. No passado, fazer uma pesquisa sobre algum assunto escolar, ficava restrito à pesquisas em livros. Hoje, com a Internet, a difusão de conhecimento e informação na rede, temos cada vez mais a informática como uma forma alternativa de acesso ao conhecimento.

Na educação a distância temos um processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. A educação a distância deixa opiniões divididas, alguns afirmam que a utilização da informática é uma forma de quebrar a barreira da distância entre aluno e professor, uma via alternativa de levar o conhecimento. Assim como um lado mais radical defende que o papel do professor jamais poderá ser substituído por uma máquina. Isso pode até ser verdade, deve-se encarar o papel do professor como um orientador, um “tutor”, e o computador como um meio de transmissão de conhecimento.

Em construção...