domingo, 28 de junho de 2009

Tecnologia x desemprego

Desde meados do século 18, temos acompanhado um processo chamado Revolução Industrial, processo esse que gerou mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo econômico e social. Nesse período o que temos visto é a mão de obra humana sendo substituída por uma máquina.
Na primeira fase da Revolução Industrial, os trabalhadores perderam o controle do processo produtivo, uma vez que passaram a trabalhar para um patrão (na qualidade de empregados ou operários), perdendo a posse da matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros. O trabalho realizado com as máquinas ficou conhecido por maquino fatura. Na segunda fase da Revolução Industrial, houve a consolidação da indústria, modelos de linha de produção, e uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço. Assim como a primeira fase, essa fase foi marcada por desemprego no campo e migração de trabalhadores rurais empobrecidos para as cidades, em busca de emprego na indústria.
Atualmente acompanhamos a terceira fase da Revolução Industrial, ou Revolução Tecno-científica. Essa nova fase produtiva não se limita a produtos de pouco valor agregado, como nas revoluções industriais anteriores, pelo contrário, o conhecimento inserido, no qual foram gastos anos de estudos e pesquisas, agregam elevados valores no produto final, mesmo que tenha sido gastos pouca quantidade de matéria-prima. Nesse sentido, as atividades que mais se destacam no mercado estão vinculadas à produção de computadores, softwares, microeletrônica, chips, transistores, circuitos eletrônicos, além da robótica com grande aceitação nas indústrias, telecomunicações, informática em geral. Destacam-se ainda a expansão de transmissores de rádio e televisão, telefonia fixa, móvel e internet, indústria aeroespacial, biotecnologia e muitas outras inovações.
O que se tem percebido, é que em todas as fases da Revolução Industrial o homem vem perdendo seu lugar para a máquina. Com as evoluções tecnológicas, tem se exigido cada vez mais dos trabalhadores em termos de qualificação, permacendo em seus empregos aqueles capazes de “domar” esses avanços. Quanto ao desemprego tecnológico, ele existe, mas não está claro que já o responsável como um todo. A tecnologia cria deslocamento de empregos. Os economistas nos dizem que a questão do emprego está ligada ao crescimento da economia. A tecnologia, nesse raciocínio, acabaria com determinados postos de trabalho, mas criaria outros. Ela necessariamente não aumenta a taxa do desemprego. O que aumenta a taxa do desemprego é a incapacidade que a economia tem em sustentar a atividade produtiva. Com esse deslocamento de empregos, o que se percebe é uma necessidade por uma mão-de-obra mais qualificada.

No Brasil, é grande a preocupação dos trabalhadores, dos sindicatos, das autoridades e dos estudiosos de problemas sociais, a despeito de não possuirmos dados precisos sobre o desemprego, isto porque, enquanto o IBGE fala em taxa de 12%, a Fundação Seade/Dieese fala em 18% na região metropolitana da Grande São Paulo. A verdade é que temos, hoje, em qualquer família alguém desempregado. Essa é uma realidade que está muito próxima de cada um de nós. O desemprego causa vários problemas: para o desempregado, para a família e para o Estado. Para o cidadão desempregado e sua família, o desemprego provoca insegurança, a indignidade, aquela sensação de inutilidade para o mundo social.

A tecnologia, que vem desde a revolução industrial na Inglaterra em 1750, traz problemas, e certamente é uma das principais causas do desemprego mundial. Uma máquina substitui o trabalho de 10, 20, 40 ou mais pessoas. Já foi dito que a revolução industrial provocou insatisfação dos trabalhadores, mas pouco desemprego, porquanto, na época, as vagas fechadas numa empresa eram supridas pela abertura de outras empresas. Além disso, houve a redução da jornada de trabalho para 8 horas e a semana de 5 dias. Todavia, hoje, com a globalização, a informatização, as novas tecnologias, nós temos efetivamente um problema de desemprego estrutural. Vejam o exemplo do banco já citado, onde diminuem em menos da metade os postos de trabalho. Tudo é informatizado, as pessoas não precisam do caixa humano, elas vão direto ao caixa eletrônico. Esses funcionários perdem o emprego e não têm outra oportunidade, porque todos os ramos de atividade estão se modernizando, não só os bancos, mas as indústrias estão sendo robotizadas. Estão desaparecendo muitas profissões e atividades profissionais, porque têm o robô fazendo o trabalho de muitas pessoas. Isso realmente gera desemprego e tanto o governo quanto a sociedade têm que contribuir para encontrar uma solução.

Talvez a solução momentânea seja a requalificação profissional. Os profissionais que perdem seus postos de trabalho devem passar por treinamentos e reciclagens. Só assim poderão encontrar outra atividade e assumir uma nova vaga no concorrido mercado de trabalho moderno. O desempregado não pode ficar esperando nova oportunidade para ocupar a mesma vaga que ocupava antes da demissão, mesmo porque aquela vaga, ou melhor, aquela função pode deixar de existir. Aquele que deseja voltar ao mercado de trabalho deve se reciclar, buscando uma colocação em outra área ou ramo de atividade; para isso, ele deve estar preparado.


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pt.wikipedia.org/

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domingo, 21 de junho de 2009

Inclusão Digital

Nos últimos anos, o termo “Inclusão Digital” vem se tornando muito utilizado principalmente por parte do Governo. Mas afinal, o que significa esse termo? Inclusão Digital é a democratização do acesso as tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade. Significa também simplificar a rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um indivíduo incluído digitalmente não é aquele que sabe usar algum “Instant Messenger” ou apenas mandar um E-mail. Mas é aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida. Podemos dizer que para que haja a inclusão digital, é preciso ter três componentes básicos: um computador, acesso a rede e domínio das ferramentas utilizadas. Não basta apenas o cidadão ter um computador que ele estará incluído digitalmente. É preciso também saber dominar as ferramentas e o mais importante, que o computador esteja conectado a internet. O erro de interpretação é comum porque muita gente acha que colocar uma pessoa na frente do computadores e ensiná-la a mexer no Windows e pacotes de escritórios estarão incluídos digitalmente. Outro erro bastante viso é dizer que vender computadores a um preço mais baixo estará incluindo digitalmente. A culpa de muitos desses casos sãos os próprios organizadores que não tem noção dos objetivos e propósitos na hora de ensinar as pessoas a usarem o computador. O que não adianta é apenas oferecer o acesso a internet ou editor de texto a população. Devem transformar as perspectivas de vida das pessoas e buscar soluções práticas que melhorem a vida dos novos usuários.

Inclusão Digital no Brasil.

Dentro dessa perspectiva o Brasil vem buscando desenvolver ações diversas, visando a inclusão digital como parte da visão de sociedade inclusiva. Desde que entrou em prática no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do Governo Federal, Computador para Todos – Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas até meado de Janeiro. Atualmente, podemos citar como exemplos de projetos de inclusão: CVT - Centros Vocacionais Tecnológicos, Projeto Computadores para Inclusão, ProInfo - Programa Nacional de Informática na Educação, Programa Banda Larga nas Escolas e Pontos de Cultura - Cultura Digital. O problema é que virou moda falar do assunto, ainda mais no Brasil, com tantas dificuldades para facilitar o acesso aos computadores. O Brasil possui um problema muito crônico onde os chamados “Telecentros” são administrados por pessoas incapazes e onde os instrutores chegam ser pessoas da própria comunidade onde essas não tiveram um acompanhamento para auxiliar os novos usuários. Nos países em desenvolvimento, como é o caso do nosso, os projetos de Inclusão Digital só serão bem sucedidos no momento em que forem integrados a ações que contemplem este tripé: Educação de qualidade, Renda e Acesso aos conhecimentos em TICs. Para tanto, é fundamental o empenho do Estado na execução de políticas públicas com este objetivo. Só assim pode haver uma real melhoria da qualidade de vida e uma construção de uma sociedade mais justa.


Fontes:
www.comunicacao.pro.br
www.inclusaodigital.gov.br
pt.wikipedia.org
webinsider.uol.com.br

domingo, 14 de junho de 2009

Evolução tecnológica (Brasil)

Em nossa história, sempre temos acompanhado um relativo atraso do Brasil em relação aos países do G6 em termos de avanços tecnológicos. Muitas vezes, decisões políticas têm sido uma das causas desse atraso. Da década de 80, o Brasil seguiu uma política protecionista na área da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Esse protecionismo incentivou o crescimento de companhias brasileiras, embora não conseguissem suprir a demanda do mercado nacional em comparação com as concorrentes internacionais. Foi um período de um relativo atraso, até as barreiras comerciais serem removidas. Hoje, embora o Brasil tenha avançado muito em termos de uso e preparo de TIC nos setores público e privado, mostrando que a TIC é uma prioridade da agenda nacional, o mercado ainda sofre com a regulamentação excessiva, a baixa qualidade do sistema educacional e poucos investimentos em P&D, fatores que representam grandes barreiras na tentativa de gerar níveis mais desenvolvidos de preparo tecnológico.
Atualmente o Brasil é um dos países que compõem o BRIC, acrônimo criado em novembro de 2001 pelo economista Jim O´Neill, para designar os 4 (quatro) principais países emergentes do mundo, a saber: Brasil, Rússia, Índia e China. O BRIC não se trata de um bloco econômico, político ou militar, semelhantemente ao que ocorre com Mercosul, União Européia e OTAN, respectivamente. Podemos classificar o mesmo como uma associação comercial de cooperação mútua, elaborada desde 2002 para alavancar o crescimento das economias emergentes. Embora o Brasil não seja o país que apresenta os maiores índices de crescimento da economia dentro do BRIC, há uma série de fatores que constituem um cenário extremamente positivo para investimentos. O Brasil se encontra em equilíbrio quanto a questões políticas, sociais, desenvolvimento humano e mercado de capitais em relação aos outros membros do BRIC.
No cenário de TIC, a industria brasileira já apresenta a peculiaridade de crescer de forma mais rápida que os demais segmentos. No Brasil, este crescimento é ainda mais rápido, revelando a importância relativa da indústria para a economia como um todo. O Brasil também possui o maior nível de maturidade em relação aos seus investimentos em TIC que a China, Índia e Rússia. O índice local de compras em software e serviços é de 56% do total de investimentos. Já nos outros países este percentual não ultrapassa 40%, ou seja, a maioria de seus gastos ainda se concentra na infra-estrutura de hardware. Outro ponto forte do mercado brasileiro é diversificação estimada dos investimentos. Hoje, as grandes empresas são responsáveis pela maioria do total investido em tecnologia no Brasil. A previsão da IDC aponta, entretanto, que nos próximos cinco anos essa concentração de investimentos será atenuada, em função de um aumento da participação das pequenas e médias no total de investimentos em TIC. O Brasil também é o campeão no crescimento do consumo doméstico em tecnologia e há dois anos experimenta uma explosão nas vendas de computadores e impressoras, com o varejo sendo o mais importante canal facilitador para a inclusão digital da população. Desde a década de 90, o governo brasileiro já apresenta importantes iniciativas relacionadas ao estímulo ao mercado de TIC, mostrando seu comprometimento com o desenvolvimento da indústria e com a inclusão digital da população. Por fim, outro inegável destaque é o mercado financeiro brasileiro, referência mundial na sofisticação e automação de seus processos de TIC, como demonstram as iniciativas de Internet Banking, de implantação de ATMs e do SPB (Sistema de Pagamento Brasileiro), dentre outras ações de destaque global.

Fontes:
www.suapesquisa.com
www.administradores.com.br
www.via6.com
www.e-thesis.inf.br
www.brasilescola.com
pt.wikipedia.org
www.schwartzman.org.br
www.inovacaotecnologica.com.br
www.notebooks-site.com

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Avanço da Computação e os impactos na sociedade

Os avanços da computação têm beneficiado a sociedade como um todo. De início o acesso aos computadores era muito restrito. Os computadores de grande porte (mainframes) eram utilizados para realização de cálculos, já que sua capacidade de realização de operações é superior a do homem e para fins militares.
Com o aparecimento dos computadores pessoais no início da década de 80, qualquer um agora poderia ter acesso a um computador, o que gerou uma inclusão digital em escala global, voltando os olhos do mercado de informática para esse novo segmento.
Até meados da década de 80, as interfaces dos Sistemas Operacionais eram por comando de texto, até o lançamento do Sistema Operacional LISA OS, desenvolvido antes do Mac OS pela Apple em 1984, introduzindo o conceito de desktop, utilizando ícones e pastas para representar programas e arquivos do modo como conhecemos hoje. Ele ainda trazia uma outra inovação: a utilização do dispositivo "mouse", sendo o primeiro OS a fazer uso desse dispositivo.
A internet antes usada, em centros de pesquisa e por militares, após o advento do computador domestico, difundiu-se mundialmente,consolidando-se com o surgimento dos Browsers. Com o surgimento da banda larga pela utilização da fibra ótica, ficou possível a realização de outros serviços na internet, como: transmissões de vídeo em tempo real, transmissões de grandes quantidades de dados em tempo hábil. Em meados da década de 90 surgiu o padrão USB (Universal Serial Bus), feito sobre um barramento que adota um tipo de conector que deve ser comum a todos os aparelhos que o usarem, assim tornando fácil a instalação de periféricos que adotassem essa tecnologia e diminuiu o esforço de concepção de periféricos. Velocidade de transmissão, versatilidade, facilidade de uso e de instalação e confiabilidade foram fatores que tornaram o padrão USB tão popular. A Programação Orientada a Objeto que surgiu da década de 80 veio para substituir a Programação Estruturada, trazendo conceitos importantes como tipos de dados abstratos, herança, vinculação dinâmica entre outros. A orientação a objeto tem suas raízes na SIMULA 67, mas Smalltalk ainda é considerada a primeira linguagem Orientada a Objeto. Na década de 90 surgiu a linguagem Java. Atualmente é uma das linguagens orientadas a objeto, mas difundidas, tendo seu brilho maior por oferecer suporte para programação voltada para dispositivos móveis.

Fontes:
pt.wikipedia.org
www.gamevicio.com.br
www.clubedohardware.com.br
http://www.ime.usp.br/

Avanço da Computação e os impactos na sociedade

A computação é um ramo que está presente em quase todos as áreas da sociedade. Desde uma maquina que mantem uma pessoa com vida em uma UTI até um programa que desenha a planta de um apartamento. Tal utilização sofreu inúmeras mudanças nos ultimos anos onde a computação tenta acompanhar as necessidades da sociedade. Tudo começou com o ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Calculator) na década de 40, usado para auxiliar o exercito americano nos cálculos de balisticas, onde a capacidade de operações era de 5.000 por segundo,ocupava um andar inteiro de um prédio pesando toneladas. Uma calculadora de hoje é muito mais veloz. Nos anos seguintes, os computadores obtiveram a capacidade de processamento em milisegundos e já se utilizavam a linguagem de baixo nível. Na década de 70, os computadores já se aproximavam do que é hoje, onde utilizam operações a nivel de nanosegundos,linguagem de alto nível e com a evolução dos CI (Circuitos Integrados), os computadores começavam a ficar cada vez menores e mais eficientes. Surgem então na mesma época, o mouse, antigamente chamado de "XY Position Indicator For A Display System", onde tinha apenas 1 botão. A evolução do mouse foi um marco na transformação da computação juntamente com o Touch, que teve o seu lançamento no Iphone, onde ele trouxe uma mudança radical na cultura das pessoas que obtiveram mais uma forma de entretenimento. Ainda na década de 70, surge o primeiro UNIX, sistema operacional utilizado por programadores e cientistas onde se espalhou rapidamente pelo mundo onde tinham como concorrentes o MS-DOS e o OS/2. Em meados dos anos 80, surge um sistema operacional baseados em janelas, entitulado mais tarde de "Windows", sendo um dos maiores responsáveis pela divulgação do computador na sociedade com uma aparencia limpa e de fácil uso. Os SO's (Sistemas Operacionais) eram feitos de uma forma quase que artesanal, sendo detectado muitos problemas durante a sua fase de desenvolvimento. Surge então o conceito de Engenharia de Software, que veio para garantir a correção dos sistemas, aumentar a qualidade e a manutenção dos softwares. Em paralelo, surge então o conceito de Orientação a Objeto, onde a Linguagem SIMULA introduziu os primeiros conceitos e hoje é utilizada, por exemplo, na linguagem JAVA. Linguagem essa que está rodando atrás de várias aplicações bancárias e celulares. Após anos de mudanças, a computação chega no que é hoje, onde o computador virou um ítem de consumo para as pessoas, objeto esse que não pode mais faltar nas casas e onde o mundo todo está conectado a internet trocando informações a todo instante. Internet essa que surgiu em meados dos anos 60, para troca de informaçoes e que hoje é a forma mais rápida de se transmitir dados, que antes utilizavam a linha telefonica e hoje chegamos na era da fibra ótica. A computação não parou e não vai parar. Continuará sempre no caminho ajudando a sociedade a encontrar a melhor solução para os problemas.

Fontes:
Mundo Educacao
guia.mercadolivre.com.br
guia.mercadolivre.com.br
www.agr.feis.unesp.br
pt.wikipedia.org