segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ética profissional



















Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto”. 

Alguns diferenciam ética e moral de vários modos:

  • Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;

  • Ética é permanente, moral é temporal;

  • Ética é universal, moral é cultural;

  • Ética é regra, moral é conduta da regra;

  • Ética é teoria, moral é prática.


Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.

A Internet foi criada para suprir as necessidades do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que necessitava de uma rede de computadores que não podia ser destruída por bombardeios e que conseguia ligar pontos considerados estratégicos para o país. Criada nos anos 60, no auge da Guerra Fria, a internet é hoje um veículo indispensável às empresas e instituições.
Para a globalização a internet é de grande importância, e interfere nas diferenças culturais e na forma de pensar das pessoas.
Como todos os veículos que revolucionaram o sistema mundial, existem pontos negativos e positivos em seu uso. Pode acarretar um enriquecimento ou decadência da sociedade, depende do conteúdo que cada indivíduo encontra e se interessa na internet.
Por ser um veículo instantâneo, de alcance mundial, descentralizado, interativo, flexível e que movimenta um número surpreendente de pessoas, a Internet vem sofrendo alguns problemas éticos desde o seu aparecimento.

Crimes na Internet
Um dos problemas enfrentados no mundo cibernético são os crimes bancários e financeiros.
O comportamento criminoso no mundo real é igualmente um comportamento criminoso na internet, as autoridades civis têm o dever e o direito de fomentar as leis existentes em todos os contextos. Tudo que é falta de ética na vida real pode ser aplicado para a realidade virtual.

Plágio
Apesar de ser bastante corriqueiro o hábito de copiar materiais existentes na internet essa prática é ilegal. O plagiador quase sempre copia na íntegra o material já existente, não checa suas informações para saber a veracidade dos textos ou das imagens e muitas vezes utiliza informações desatualizas.

Preconceito
Os materiais com linguagem odiosa são provenientes de grupos que divulgam mensagens de ódio e racismo sem nenhum controle, algo que não conseguiriam usando outras mídias. As informações que podem apoiar atividades consideradas perigosas para o ser humano ou ao meio ambiente podem ser as mais variadas possíveis como, por exemplo, instruções sobre como fabricar bombas. (MASIERO, 2000).

Estímulo
O "dano virtual" é aquele que ocorre no mundo real devido a acontecimentos no mundo virtual. È o caso de joguinhos violentos. Crianças passam horas matando uns aos outros no espaço virtual. O jogo em sim, não irá tornar uma criança ou um adolescente, uma pessoa mais violenta. Mas aqueles que já tiverem uma predisposição para violência e não tiverem uma base familiar, sentirão mais confortáveis em cometer um ato criminoso depois de jogarem esses jogos violentos.

Manipulação de Imagens
Outro ponto a ser levantado é a manipulação de imagens na Internet. Hoje em dia com vários softwares de edição de imagens disponíveis na Internet e de forma gratuita, fica mais fácil de manipular imagens e jogar estas na rede. Isto corresponderia a uma forma de mentira e de engano, e se as imagens causar danos a terceiros, pode estar sujeito a censura.

Direitos Autorais
Se tornou comum também a pirataria de programas e Sistemas Operacionais por meio da internet. As pessoas não acham justo pagar por um produto que não vão ser delas, sendo apenas uma licença onde não poderam copiar, modificar ou lucrar com isso. Será que existe ética no ato de baixar um programa sem pagar pelo o seu direito de uso? Ou será que existe ética  quando colocam o valor  do sistema bem mais caro onde as pessoas não poderam pagar, fazendo o superfaturamento de seus produtos?


São muitos os interessados em economia, ciência e arte, num mundo onde o dinheiro, a tecnologia e a beleza aparecem como valores supremos. A moral tem sido colocada em plano secundário, se é que tem sido considerada em alguma escala.

Todos têm noções de ética, respeito, limites, mas na busca de uma vantagem, ou até mesmo por simples prazer, muitos profissionais de informática desrespeitam, infringem e saem da ética. Para isso é que devemos nos precaver.

É na sua criação que é formado o seu caráter. Vem de cada pessoa, de cada opinião. Isso serve tanto para os profissionais quanto para as empresas.

Fontes:
http://www.gdv.com.br
http://www.flexeventos.com.br
http://www.webartigos.com
http://updatefreud.blogspot.com



domingo, 23 de agosto de 2009

Ética, Moral e Justiça

No decorrer da história acompanhamos o relacionamento dos termos: ética, moral, justiça e direito, muitas vezes tratados como semelhantes e em outras como diferentes. Muitos estudiosos e pensadores em épocas diferentes tentaram definir esses termos estabelecendo suas diferenças.

A palavra ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. Já a palavra Moral tem origem no latim - morus - significando os usos e costumes. Moral é o conjunto das normas para o agir específico ou concreto. A Moral está contida nos códigos, que tendem a regulamentar o agir das pessoas. O termo Direito, por sua vez, vem do latim directus, a, um, "que segue regras pré-determinadas ou um dado preceito", do particípio passado do verbo dirigere. O termo evoluiu em português da forma "directo" (1277) a "dereyto" 1292 até chegar à grafia atual (documentada no século XIII). Para outros autores, a palavra faz referência à deusa romana da justiça, Justitia, que segurava em suas mãos uma balança com fiel. Dizia-se que havia justiça quando o fiel estava absolutamente perpendicular em relação ao solo: de rectum. As questões que envolvem o Direito e a Lei são muito confundidas com o Princípio da Justiça. O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio). Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto àquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).

Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.
O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. O Direito Civil, que é referencial utilizado no Brasil, baseia-se na lei escrita. A Common Law, dos países anglo-saxões, baseia-se na jurisprudência. As sentenças dadas para cada caso em particular podem servir de base para a argumentação de novos casos. O Direito Civil é mais estático e a Common Law mais dinâmica.
Alguns autores afirmam que o Direito é um subconjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que a caracteriza.

Cristiano Thomasius (1655-1728) distinguiu três fontes do bem: a honestidade, o decoro e a justiça. O honesto é o bem mais alto, cujo oposto é o torpe. O decoro é um bem intermediário, assim como o seu oposto, o indecoroso é um mal intermediário. O justo tem no seu oposto, o injusto, o mal extremo. "... o que o homem faz por obrigação interna e em conformidade com as regras do honesto e do decoroso, é dirigido pela virtude em geral e por isso o homem se diz virtuoso e não justo; ao passo que o que ele faz segundo as regras do justo, ou por obrigação externa, é dirigido pela justiça e faz com que se possa chamar de justo."

Segundo Kant (1724-1808), na Crítica da Razão Prática (1787:I,1,cap.3), a ação conforme à lei, mas não feita por respeito à lei, é a ação legal; a feita por respeito à lei é a ação moral.
"A pura concordância e discordância de uma ação com a lei, sem considerar o móvel da própria ação, chama-se legalidade, ao passo que, quando a idéia do dever, derivada da lei, é ao mesmo tempo móvel da ação, se tem a moralidade."

Fontes:

http://www.suapesquisa.com/o_que_e/
http://tpd2000.vilabol.uol.com.br/
http://jurisprudenciaemrevista.wordpress.com/
http://pt.wikipedia.org/
http://www.scribd.com/
http://br.dir.groups.yahoo.com/group/SociedadeSecreta/
http://jus2.uol.com.br/
http://www.ufrgs.br/
http://www.mundodosfilosofos.com.br/
http://www.coladaweb.com/
http://www.webartigos.com/
http://suvacodecobrahiphop.blogspot.com

domingo, 9 de agosto de 2009

Ética: etimologia e conceito

A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.

Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.

Atualmente, a palavra “ética” tem se tornado uma “expressão” muito usada no cotidiano das pessoas, nas empresas e nas corporações, pela sua constante exposição pela mídia e pelos impactos promovidos por esta. Mas afinal de contas, o que é a ética a que todos se referem? O que é ética corporativa? De que maneira a ética pessoal e a ética corporativa podem se interagir? Buscamos respostas para estas questões para verificarmos se de fato entendemos o que é a ética e quais são algumas maneiras de aplicá-la.

Vivemos em uma sociedade onde temos liberdade de expressão e pensamento. A expressão de um indivíduo pode até ser contida, ao passo que o pensamento não pode ser censurado, pode somente ser influenciado. Tais influências são provenientes do meio onde este indivíduo vive, da sua cultura, da sua educação, da sua interação com a sociedade, e de suas relações interpessoais. A ética adotada pode ser por ele mesmo modificada em razão da mudança de valores e parâmetros que a sustentava, assim sendo, o liberal do passado pode ser o conservador do futuro, e vice-versa. Um fato que é apreciado por mais de um telespectador, dificilmente será interpretado e valorado de forma idêntica por todos eles. Conforme diz o ditado “cada cabeça uma sentença”.


A ética pessoal funciona como uma bússola para um indivíduo, orientando-o a proceder conforme um juízo de valor pré-adotado por ele mesmo. A sua liberdade de pensamento cria no íntimo de sua consciência uma espécie de “laboratório privado”, onde situações passam por análises internas que visam moldar sua concepção sobre um determinado assunto. Este molde é o seu ponto de vista, não necessariamente imutável e definitivo, pois a ética de interpretá-lo vai depender da ótica que o indivíduo estiver adotando. Em se tratando de limites no campo da ética pessoal, podemos citar o respeito que devemos ter à ética adotada pelo próximo, o respeito à dignidade humana e aos princípios de cada cultura. Temos que estar sempre atentos para não invadirmos a liberdade do próximo, pois o que pode estar certo para você pode não estar para o outro.

Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.

Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.

Fontes:
www.coladaweb.com
http://pessoal.educacional.com.br
http://www.ufrgs.br/bioetica/etica.htm
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/etica_conceito.htm

domingo, 2 de agosto de 2009

Informática e Sociedade: aspectos sociais, econômicose e culturais da utilização das TI

Hoje, com tantos avanços na área de informática e com essas tecnologias cada vez mais acessíveis, seria difícil imaginar que elas não fossem fazer parte do nosso cotidiano. Um exemplo disso é a internet, desde seu surgimento ela tem sido utilizada para diversos propósitos diferentes, atualmente, ela se encontra cada vez mais inserida em nossa sociedade. A internet oferece um ramo de possíveis interações, ela é um banco, uma biblioteca, uma televisão, uma rádio,um jornal, um telefone, uma loja, etc.

Ela pose ser utilizada para fazer pagamentos e transações bancárias, sem a necessidade de ter de ir a um banco, pode ser utilizada como meio de comunicação e relacionamento entre indivíduos, com isso é possível se relacionar com pessoas de qualquer lugar do mundo. Existem dezenas de sites de relacionamento como “Orkut, Myspace, Gazzag, Par Perfeito”, entre outros, que permitem esse relacionamento. Ainda, existem os Blogs e Flogs, que são outras formas de sites de relacionamentos e por fim os Chats, que oferecem aos usuários de qualquer parte do planeta comunicação em tempo real.
Comumente, ela é bastante utilizada como forma de entretenimento, diversos sites oferecem conteúdos que vão desde jogos on-line, dando a possibilidade de jogar com pessoas do outro lado do planeta, assistir os mais diversos tipos de vídeos em sites com Youtube, entre outras coisas. Pode ser utilizada também como fonte de informações atualizadas, é possível encontrar informações de todas as áreas de conhecimento e atividade humana através de uma busca direcionada com a ajuda das chamadas "search engines", que localizam em poucos instantes todas as ofertas relacionadas a um determinado assunto. Ou até mesmo, sites de notícias, jornais on-line, etc. Existe ainda o chamado comércio eletrônico, a compra e venda de produtos pela internet é um dos serviços mais usados por “internautas”, uma vez que a comodidade de se fazer compras ou até mesmo vendas por essa rede é uma forma de agilizar o serviço, ou seja, uma maneira de ser rápido e prático.

A Internet tornou-se um poderoso espaço de compartilhamento de informações, em crescente evolução e disseminação na sociedade, eliminando obstáculos como o tempo e o espaço. Atualmente, está sendo usada de várias formas positivas, das quais muitas já foram citadas anteriormente, mas a sua utilização imprópria pode causar também grandes prejuízos.
Não restringindo apenas à internet, considerando a questão da inclusão digital, com todos esses avanços na informática, por fim cria-se uma barreira social entre aqueles que têm acesso à informação (incluídos digitalmente) e aqueles que não têm (excluídos digitalmente), com outras palavras, uma nova versão da exclusão social. Agora, com a internet e acesso rápido e fácil a grandes quantidades de informação, essa barreira tende a se fortalecer.
Para aqueles que têm acesso à informação (incluídos digitalmente), o acesso à grandes quantidades de informação pode não oferecer muitos riscos, mas para aqueles que detêm pouco conhecimento, podem acabar tornando-se vítimas na rede, tantos por informações falsas, por hackers, etc.

A sociedade atual, não pode ser encarada como a sociedade de 20 anos atrás, quando informática e a internet não faziam parte do cotidiano. Para essa nova realidade, novos métodos e metodologias são necessárias até mesmo na educação familiar. No ano de 2008, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 32,1 milhões de brasileiros, cerca de 21,9% da população acima dos 10 anos de idade, utilizaram a rede mundial de computadores, a Internet, no país. Notamos que cada vez mais cedo, as crianças estão tendo acesso a rede mundial de computadores e a toda e qualquer informação nela disponível. No contexto familiar, é notória a presença de um adulto mais próximo, geralmente os pais, na brincadeira com os jogos digitais. Isto é importante tanto para a aprendizagem da criança quanto para o diálogo dos pais com seus filhos.


Fontes:
http://www.cassao.eti.br
www.dcc.ufla.br
student.dei.uc.pt
http://www.comciencia.br

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Informática na Educação

O acelerado desenvolvimento tecnológico tem provocado alterações no mundo contemporâneo, na mesma velocidade o que, conseqüentemente, afeta os modos de aprendizagem. Grande parte desta evolução pode ser creditada ao surgimento da internet, que alterou, se forma significativa, a maneira como são obtidas as informações e os novos conhecimentos, surgindo daí a chamada "Sociedade da Informação", ou ainda "Comunidade Virtual".

Considerando a necessidade de a escola estar inserida no mundo globalizado e de oportunizar condições para que os alunos utilizem os recursos disponíveis para uma aprendizagem mais significativa, faz-se imprescindível uma reflexão acerca do novo papel que dela é exigido frente aos conhecimentos, a fim de se adequar diante da Sociedade da Informação. Como é impossível ocultar a presença da Internet, é fundamental que sua utilização seja incorporada ao novo paradigma educacional.

Para evitar que seja mesmo apenas um modismo, para os alunos, ao implantar a informática a escola precisa primeiro definir qual a linha conceitual que irá seguir, a fim de que se verifique as reais possibilidades da informática e seus desafios para que, através da superação desses, se atinja um ensino de qualidade. Desta forma, a Informática Educacional pode ser implementada na escola de acordo com duas concepções: instrucionista e construcionista.

Na concepção instrucionista a informática é utilizada como forma de preparar o aluno para o uso dos recursos do computador. Como não se preocupa com o ensino-aprendizagem, as aulas não precisam ser ministradas pelo professor, acontecendo dentro de um laboratório, à parte do que é trabalhado em sala de aula. Já na abordagem Construcionista, o computador, a partir desta abordagem, passa a ser utilizado como um instrumento que permite aos alunos buscarem suas próprias informações a fim de confrontá-las com as obtidas por seus pares.

Sabemos que a questão da crise dos paradigmas em educação é conseqüência das mudanças em vários campos, envolvendo dimensões históricas, sociais e epistemológicas, e não podemos desconsiderar o fato de que a escola está inserida em uma sociedade. Todas as mudanças, "refletem-se no cotidiano da escola" (Resende, 1995, p.63), onde a mudança de paradigmas está relacionada aos conceitos de aprendizagem e de conhecimento, determinando a forma em que a educação se estrutura.

Atualmente, passamos pela terceira Revolução Industrial, a revolução da microeletrônica e da informática. Nela, o mundo do trabalho se sustenta na criação, processamento e transmissão da informação. A globalização exige restruturação na articulação das formas de produção e de trabalho para que as empresas possam se integrar na competitividade do mercado mundial.

Fontes:
http://www.folhadecontagem.com.br/site/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=441

http://www.ufpe.br/daepe/n4_3.htm

domingo, 12 de julho de 2009

Informática: a regulamentação profissional


A profissão de informática ainda não é regulamentada no Brasil, em outras palavras, para atuar na área de informática não é necessário fazer um curso formal em alguma universidade. A discussão sobre a regulamentação profissional já é bem antiga, tendo sua origem nos anos 70 e é uma questão que parece estar bem longe de ter uma solução.


Uma pergunta que tem sido atribuída à questão da regulamentação é: “Conhecimento ou Diploma?”.


A regulamentação da profissão é discutida pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) desde a década de 70. Para fundamentar seu posicionamento, a SBC realiza constantes debates entre seus mais de três mil associados e criou uma diretoria específica para a questão. “Defendemos uma regulamentação que possibilite o livre exercício da informática, que deve ser tratada como um idioma nacional, usada por toda a população. Assim, da mesma forma que todos devem ter liberdade para ler, escrever e falar, o desenvolvimento e uso da tecnologia da informação não podem ficar restritos a uma classe”, comenta Roberto Bigonha, diretor de regulamentação da profissão da SBC e professor da UFMG.

Outra questão tem sido o estabelecimento de uma reserva de mercado de trabalho, geralmente instituída pela criação de conselho de profissão em moldes tradicionais, o qual, como já ocorre em muitas outras áreas, pode levar a uma indevida valorização da posse de um diploma em detrimento da posse do conhecimento, que é a habilitação que ele deveria prover. Não só a SBC tem se posicionado contra, como também muitos profissionais da área, pois atualmente temos uma carência grande de bons profissionais da área de informática e fechar o mercado só vai acabar piorando essa situação.

Segundo Andrés Menéndez, profissional atuante a mais de 15 anos, a regulamentação pode trazer alguns benefícios, como por exemplo, a definição de papéis e responsabilidades de cada profissional. Atualmente, algumas empresas querem contratar pessoas que conheçam tudo, desde desenvolvimento em Javascript até configuração de roteadores. As contratações não deveriam ser dessa forma, elas deveriam estar bem definidas e regulamentadas, de forma que um programador não execute atividades de um administrador de banco de dados ou que um analista de suporte não execute atividades de webdesign.

Na minha visão, dessa forma os profissionais seriam contratados para realizar determinada função bem detalhada, e não sendo contratado como um “João faz tudo”. Dessa forma abre-se espaço para que o profissional especialize-se mais na função em que atua.

Está em discussão no Senado um projeto de lei de autoria do senador Expedito Júnior com o objetivo de regulamentar a profissão de analista de sistemas, com exigência de diploma em curso de graduação específica para atuação profissional na área de informática (PL607/2007). Nesse projeto estão listadas as atividades as quais os profissionais de informática poderiam realizar, assim como estabelecimento de uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, criação de um Conselho Federal e de Conselhos Regionais, a restrição a exercer a profissão de analista de sistema os possuidores de diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas, fiscalização do exercício das profissões realizada pelo Conselho Federal e Conselhos Regionais.

Fontes:


http://homepages.dcc.ufmg.br

http://www.unicamp.br

http://www.guj.com.br

http://www.infonet.com.br

http://www.sbc.org.br

http://www.enec.org.br

http://www.senado.gov.br

http://www.antoniopassos.pro.br


domingo, 5 de julho de 2009

O profissional e o mercado de trabalho

Muita oferta de trabalho e poucos profissionais qualificados. Hoje, mais do que nunca o mercado de trabalho tem mudado. A área de tecnologia da informação é a que apresenta o maior crescimento. Mas, sob o paradigma informacional, os tipos de emprego mudam em quantidade, qualidade e na natureza do trabalho executado. A velocidade com que a tecnologia vem afetando toda a estrutura de carreira é algo nunca visto antes.

O ritmo das mudanças requer que o profissional adote uma postura pró ativa em relação a educação e desenvolvimento (carreira) claramente articulado, destacando a combinação de atividades formais e informais que ele terá que completar através de um programa de auto gestão. O mercado de emprego é cada vez mais global e tenderá a ser mais exigente nas qualificações profissionais dos indivíduos.

Nota-se então, a grande necessidade do profissional por um trabalho de orientação, acompanhamento e informação a longo prazo. E pensando nessa nova forma de atuação é que estão surgindo empresas especializadas em estruturas de carreiras e que, através de ferramentas de auto conhecimento e de identificação de oportunidades de mercado, vem dando suporte a vários profissionais para o seu enquadramento técnico e suas possibilidades de recolocação no presente e no futuro.

Em um mundo onde a tecnologia está avançando cada vez mais e tomando mais e mais postos de trabalho, é imprescindível que o profissional mantenha-se sempre qualificado.

Fontes:
http://formacao.atwebpages.com/1_3_formacao_profissional_mercado_emprego.htm

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/02/02/mercado-de-trabalho-aquecido/

http://superdownloads.uol.com.br/materias/profissional-tecnologia-mercado-trabalho/172,1.html

http://www.webartigos.com/articles/1904/1/a-exigencia-do-mercado-de-trabalho-para-profissionais-de-tecnologia-da-informacao/pagina1.html