domingo, 14 de junho de 2009

Evolução tecnológica (Brasil)

Em nossa história, sempre temos acompanhado um relativo atraso do Brasil em relação aos países do G6 em termos de avanços tecnológicos. Muitas vezes, decisões políticas têm sido uma das causas desse atraso. Da década de 80, o Brasil seguiu uma política protecionista na área da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Esse protecionismo incentivou o crescimento de companhias brasileiras, embora não conseguissem suprir a demanda do mercado nacional em comparação com as concorrentes internacionais. Foi um período de um relativo atraso, até as barreiras comerciais serem removidas. Hoje, embora o Brasil tenha avançado muito em termos de uso e preparo de TIC nos setores público e privado, mostrando que a TIC é uma prioridade da agenda nacional, o mercado ainda sofre com a regulamentação excessiva, a baixa qualidade do sistema educacional e poucos investimentos em P&D, fatores que representam grandes barreiras na tentativa de gerar níveis mais desenvolvidos de preparo tecnológico.
Atualmente o Brasil é um dos países que compõem o BRIC, acrônimo criado em novembro de 2001 pelo economista Jim O´Neill, para designar os 4 (quatro) principais países emergentes do mundo, a saber: Brasil, Rússia, Índia e China. O BRIC não se trata de um bloco econômico, político ou militar, semelhantemente ao que ocorre com Mercosul, União Européia e OTAN, respectivamente. Podemos classificar o mesmo como uma associação comercial de cooperação mútua, elaborada desde 2002 para alavancar o crescimento das economias emergentes. Embora o Brasil não seja o país que apresenta os maiores índices de crescimento da economia dentro do BRIC, há uma série de fatores que constituem um cenário extremamente positivo para investimentos. O Brasil se encontra em equilíbrio quanto a questões políticas, sociais, desenvolvimento humano e mercado de capitais em relação aos outros membros do BRIC.
No cenário de TIC, a industria brasileira já apresenta a peculiaridade de crescer de forma mais rápida que os demais segmentos. No Brasil, este crescimento é ainda mais rápido, revelando a importância relativa da indústria para a economia como um todo. O Brasil também possui o maior nível de maturidade em relação aos seus investimentos em TIC que a China, Índia e Rússia. O índice local de compras em software e serviços é de 56% do total de investimentos. Já nos outros países este percentual não ultrapassa 40%, ou seja, a maioria de seus gastos ainda se concentra na infra-estrutura de hardware. Outro ponto forte do mercado brasileiro é diversificação estimada dos investimentos. Hoje, as grandes empresas são responsáveis pela maioria do total investido em tecnologia no Brasil. A previsão da IDC aponta, entretanto, que nos próximos cinco anos essa concentração de investimentos será atenuada, em função de um aumento da participação das pequenas e médias no total de investimentos em TIC. O Brasil também é o campeão no crescimento do consumo doméstico em tecnologia e há dois anos experimenta uma explosão nas vendas de computadores e impressoras, com o varejo sendo o mais importante canal facilitador para a inclusão digital da população. Desde a década de 90, o governo brasileiro já apresenta importantes iniciativas relacionadas ao estímulo ao mercado de TIC, mostrando seu comprometimento com o desenvolvimento da indústria e com a inclusão digital da população. Por fim, outro inegável destaque é o mercado financeiro brasileiro, referência mundial na sofisticação e automação de seus processos de TIC, como demonstram as iniciativas de Internet Banking, de implantação de ATMs e do SPB (Sistema de Pagamento Brasileiro), dentre outras ações de destaque global.

Fontes:
www.suapesquisa.com
www.administradores.com.br
www.via6.com
www.e-thesis.inf.br
www.brasilescola.com
pt.wikipedia.org
www.schwartzman.org.br
www.inovacaotecnologica.com.br
www.notebooks-site.com

2 comentários:

Thiago Nascimento disse...
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Thiago Nascimento disse...

Complicado imaginar o Brasil em uma posição comparada com Índia e China, sendo essas duas potencias tecnológicas em crescimento no mundo. Difícil acreditar que toda tecnologia aqui desenvolvida no Brasil, é feita para fora do país. Ou seja, é muito mais vantajoso, vender lá fora do que estimular a população a comprar. É inquestionável que o Brasil nos últimos anos vem acompanhando um crescimento nas vendas de aparelhos eletrônicos como celulares, televisões, computadores mas esquecemos também que esses produtos, a maioria, são tecnologias desenvolvidas em países estrangeiros e que no máximo, o Brasil monta as peças. A tecnologia do país está 10 anos atrasado em relação a outros países. Se a gente foi atrás de políticas públicas de incentivo a Ciência e Tecnologia no pais, perceberemos que existe um certo descaso. A prova disso, foi o corte que o Ministério de Ciência de Tecnologia recebeu no início do ano. Pegou todo mundo de surpresa, inclusive o próprio Ministro. Um pais que tem interesse em fazer parte do "BRIC", deveria pelo menos incentivar mais a C&T, para que não fique atrás dos outros países, sempre pagando milhões de reais em importação, onde esse dinheiro deveria ser investido aqui. É preciso se investir mais em Ciência para que deixemos de ser um país importador de produtos tecnológicos, e passemos a ser um país exportar tecnologia.

Fontes:
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=60629

http://ceticismo.net/2009/01/22/verba-para-ciencia-sofre-corte-de-18-em-2009/

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL973708-9356,00-COM+CRISE+GOVERNO+FAZ+BLOQUEIO+PROVISORIO+DE+R+BI+NO+ORCAMENTO.html

http://cienciabrasil.blogspot.com/2009/01/pt-passa-tesoura-nas-verbas-da-cincia.html